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quarta-feira, fevereiro 09, 2005

 

167 - Entrevista ao JN - Porto 16.12.2004

Creio que esta entrevista reteve com exactidão o meu plano de trabalho futuro.
Qualidade do trabalho de Sérgio Almeida, evidentemente.
Por isso aqui a deixo, embora com algum atraso sobre a sua data de publicação.

Entusiasmado com projecto editorial da Ambar, Nelson de Matos elege a literatura portuguesa e ensaios como maiores apostas. Antigo editor das Publicações Dom Quixote aponta 2006 como ano da mudança.
Entrevista de Sérgio Almeida

Durante mais de duas décadas, foi um nome indissociável das Publicações Dom Quixote, construindo o mais relevante catálogo de autores nacionais. Consumada a saída pouco pacífica da editora, agora detida pelo poderoso grupo espanhol Planeta, Nelson de Matos abraçou um novo projecto na direcção da Ambar, quando já poucos julgavam possível.
O desafio é grande. "Está quase tudo por fazer", sublinha o carismático editor, que elege a liberdade editorial ao seu dispor como o factor decisivo para ter respondido favoravelmente ao convite.
"As alterações que tenciono introduzir não serão visíveis no imediato, porque há uma série de compromissos já estabelecidos para o próximo ano. Por isso, 2006 será, em princípio, o ano da mudança", diz.
Criar uma continuidade na linha editorial da Ambar é o objectivo que tem em mente, embora reconheça que "a literatura não é o principal segmento de negócio da empresa portuense, mas antes uma afirmação da sua imagem".
A forte amizade que o une a alguns dos principais romancistas portugueses contemporâneos - de António Lobo Antunes a Lídia Jorge e Inês Pedrosa - logo fez levantar a hipótese de vários dos actuais pesos-pesados da literatura poderem vincular-se à Ambar. Avesso a polémicas, Nélson de Matos recusa-se a falar em nomes, mas adianta que "irei dar aos autores portugueses um espaço determinante".
A aposta não irá passar forçosamente pelos consagrados, já que o editor, fiel aos seus princípios, está empenhado "na descoberta de novos autores". Mas a possibilidade de vir a trabalhar novamente com autores que lhe dizem bastante, em termos literários e pessoais, mantém-se. "Se desenvolvermos um trabalho eficaz, é possível que um ou mais romancistas consagrados se sintam seduzidos a trabalhar connosco", afirma.
As relações de afecto construídas com os autores não surpreendem, se constatarmos que, para Nélson de Matos, "a tarefa do editor não se resume à edição de livros". Com a despersonalização crescente do meio, cada vez menos propenso a contactos pessoais, diz ter noção que "pertenço a uma escola de editores em via de extinção", mas considera "inevitáveis as mudanças registadas".
Além da literatura, Nélson de Matos planeia ainda devotar grande atenção à área do ensaio: "Das universidades às empresas, é possível dar voz a um grande número de especialistas, porque há um défice de publicações nessa vertente".
"Os autores portugueses vão ter um papel determinante no catálogo da Ambar"

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